sexta-feira, maio 20, 2011

A minha avó materna

Há pessoas que condicionam a nossa vida ainda que possamos nunca as ter conhecido.
Pelos seus pequenos ou grandes feitos, pelo seu contributo para a história da humanidade ou para a nossa história familiar é impossível deixarmos em branco a sua vida.

A vida da minha mãe, tio e avô sofreram uma reviravolta, quando a 20 de Maio de 1961 a minha avó materna faleceu. Faz hoje precisamente 50 anos.

Faleceu aos 36 anos, após 3 anos de cancro de mama e deixou uma filha de 9 e um filho de 6.
Mulher forte, defensora da sua família e ideais, sonhadora mas com os pés assentes na terra.
Foi o grande amor do meu avô, que nunca mais voltou a casar.
Foi ainda por causa dela que vi o pesadelo em que a minha mãe viveu, e ainda hoje vive, com medo desse bicho-papão que lhe levou a mãe tão cedo.

São inúmeras as histórias que me chegaram dela.
Consta que somos parecidas não apenas fisicamente, mas acima de tudo no feitio.
Sempre gostei de ouvir o meu avô falar dela, de pequenos episódios que diziam tanto sobre a sua personalidade.

Gostava de tê-la conhecido, ver se realmente o que as pessoas dizem corresponde, mas acima de tudo que a vida de gente que tanto amo tivesse sido mais fácil.

3 comentários:

Maggie disse...

acho bonito e respeitador da tua parte interessares-te por uma pessoa a tua familia que não chegaste a conhecer, qdo nos dias de hoje existem que pessoas que nem sabem o nome dos avós !
Gosto de pessoas que gostam da sua familia e do conceito de familia, que o prezam e valorizam.
é só mais uma razão para gostar de ti.

bjo
Maggie

AL disse...

Entre outras coisas devo-lhe também o nome. Eu e outras duas primas temos o nome dela, eu em sua homenagem e as outras duas foram suas afilhadas, uma já na fase terminal.

Sou muito apegada a toda a família e faço algumas loucuras por eles, mas isso porque desde sempre me foi incutido esse respeito, entre-ajuda...

Beijinhos

CS disse...

fez ontem 2 anos que perdi a minha paterna, que foi uma grande mulher.